sábado, 5 de janeiro de 2013

Bento XVI ordena neste domingo, Epifania do Senhor, quatro novos bispos, entre os quais mons. Georg Gänswein, seu secretário pessoal

Neste domingo, 6 de janeiro, a Igreja celebra a solenidade da Epifania do Senhor. Em Roma, na basílica de São Pedro, às 9 horas, Bento XVI preside a uma solene Eucaristia em que procederá à ordenação episcopal de quatro novos bispos: 
- Mons. Angelo Vincenzo Zani, do clero da diocese italiana de Brescia, 62 anos, nomeado Secretário da Congregação para a Educação Cristã; - Mons. Fortunatus Nwachukwu, do clero da diocese de Aba (Nigéria), 51 anos, nomeado Núncio Apostólico na Nicarágua; - Mons. Georg Gänswein, do clero da diocese de Freiburg im Breisgau (Alemanha), 55 anos, secretário pessoal do Santo Padre, nomeado Prefeito da Casa Pontifícia; - e Mons. Nicolas Henry Marie Denis Thevenin, francês, da Comunidade de Saint Martin, incardinado na arquidiocese italiana de Génova, 53 anos, que era secretário pessoal do cardeal Bertone, Secretário de Estado e nomeado Núncio Apostólico na Guatemala.

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O Santo Padre nomeou Núncio Apostólico na República Árabe do Egito o arcebispo D. Jean-Paul Gobel, francês, 68 anos, que desde outubro de 2007 era Núncio Apostólico no Irão.
Bento XVI nomeou responsável pela direção da Contabilidade do Estado da Cidade do Vaticano o doutor António Chiminello, que exercia já as funções de vice - diretor desse mesmo serviço. 
 Fonte: radio vaticano

Missa da Jeventude


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cristãos perseguidos: entrevista ao coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa (em Itália)

A Igreja celebrou há pouco Santo Estevão, o primeiro mártir que, apedrejado até a morte, pedia ao Senhor para não imputar este pecado àqueles que o estavam matando. O pensamento vai, pois, para os muitos cristãos que no mundo sofrem perseguição ou são mortos pela fé em Cristo. Quem confirma que este fenómeno é, infelizmente, ainda muito difundido, é o coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa na Itália, Massimo Introvigne, entrevistado por Debora Donnini:
- O Centro de estatísticas religiosas talvez mais avançado é aquele fundado e dirigido - até à sua morte, em 2011 - por David Barrett, nos Estados Unidos. Segundo este Centro, estima-se que também neste ano de 2012, foram assassinados pela sua fé 105 000 cristãos: isto significa um morto em cada 5 minutos. As proporções são, portanto, assustadoras ... 

Há países, como a Nigéria, onde por causa da violência fundamentalista dos Boko Aram, é perigoso até mesmo ir à Missa, ou seja, ir à missa significa arriscar a própria vida ...
- As áreas de risco são muitas, podem-se identificar essencialmente três principais: os Países onde é forte a presença do fundamentalismo islâmico - Nigéria, Somália, Mali, Paquistão e algumas regiões do Egito; os Países onde ainda existem regimes totalitários de estilo comunista, à frente dos quais está a Coreia do Norte; e ainda os Países onde existem nacionalismos étnicos, que identificam a identidade nacional com uma religião em particular, de modo que os cristãos seriam traidores da Nação. Penso nas violências do Estado de Orissa , na Índia. Na verdade, em muitos destes Países ir à missa ou até mesmo ir à catequese tornou-se em si mesmo perigoso. Na Nigéria, houve um massacre de crianças que iam à catequese.

- No Paquistão, a lei da blasfémia para os cristãos, de facto, constitui um grande perigo ... Mesmo em nome desta lei recordamos Asia Bibi, a mulher mãe de cinco filhos ainda na prisão, condenada à morte exactamente em nome desta lei ...
- A Itália foi o primeiro País a adoptar Asia Bibi. Certamente os seus esforços até agora salvaram-lhe a vida, mas não devemos esquecer as execuções e os linchamentos, porque às vezes é a própria multidão – eventualmente reforçada por algum pregador - que lincha o acusado antes da condenação. No Paquistão tornou-se, infelizmente, cenas habituais e não existe apenas o caso de Asia Bibi.

Em sua opinião, porque é que há tanto ódio para com os cristãos no mundo, de facto, ao ponto de se tornarem no gruporeligioso mais perseguido?
- De um lado está a perseguição sangrenta, as mortes por assassinato e as torturas, que são o resultando de algumas ideologias específicas: a ideologia do fundamentalismo islâmico radical, as versões mais agressivas dos etno-nacionalismos e, naturalmente, o que ainda sobrevive da velha ideologia comunista. Sem colocarmos absolutamente no mesmo plano dos mortos - que certamente seria errado - devemos, contudo, recordar que existem fenómenos de intolerância, que é um facto cultural, ou de discriminação por meio de medidas legislativas injustas, que se verificam também nos nossos países, mesmo no Ocidente, como o Santo Padre recordou novamente na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2013. Não surpreendentemente, no discurso de cumprimentos de Natal à Cúria Romana há poucos dias, o Papa falou dos perigos e, por assim dizer, de uma ditadura cultural exercida por uma ideologia específica, e entre as várias tem aquela do “gender” (género). Estas ideologias, é claro, sentem-se ameaçadas pela voz dos cristãos e pela voz da Igreja e, portanto, os seus lobistas promovem campanhas de intolerância e discriminação.

Santo Estêvão morreu pedindo ao Senhor para não imputar aos seus assassinos este pecado. A partir dos testemunhos que recolheu, emerge que os cristãos, claramente através da misericórdia de Deus, conseguem perdoar os seus perseguidores?
- Naturalmente, quando se fala de 105 000 mortos por ano, nem todos estes são mártires no sentido teológico do termo. No entanto, dentro deste número existe um - certamente menor - que inclui pessoas que muito conscientemente oferecem a sua vida para a Igreja e muitas vezes rezam também para os seus perseguidores e a estes oferecem o perdão.

E isto é chocante, porque poder perdoarde alguma forma, os próprios perseguidores é verdadeiramente uma obra que vem doSenhor ...
- Devo dizer que esta é uma característica única do cristianismo, porque muitas outras culturas - pré-cristãs e até mesmo pós-cristãs – falam, pelo contrário, da vingança, como direito e até mesmo verdadeiro dever de honra. O Cristianismo teve esta grande função civilizadora, que hoje se tem a tendência para esquecer, de ter substituído a lógica da vingança com a lógica do perdão.
  fonte:http://pt.radiovaticana.va/Articolo.asp?c=652626

PR português pede ao Tribunal Constitucional fiscalização do Orçamento de Estado 2013 (Dom. Pinto)

 Em Portugal, este início de ano está marcado pela mensagem de Ano Novo do Presidente da República que decidiu pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado para 2013. Cavaco Silva diz que tem fundadas dúvidas sobre a repartição dos sacrifícios, uma mensagem onde considera que o país tem de saber exigir mais o apoio dos parceiros europeus para conseguir um equilíbrio mais harmonioso entre o ajustamento orçamental e o crescimento económico de que o pais tanto precisa. Uma mensagem onde o Presidente da República Portuguesa diz ainda que uma crise politica seria insustentável porque o país iria para uma situação pior do que a presente. Crónica do correspondente em Portugal Domingos Pinto.
 Fonte:http://pt.radiovaticana.va/Articolo.asp?c=652634

2 milhões e 360 mil "seguidores" dos tweet do Papa (63.500 em português)

“Quando nos entregamos totalmente ao Senhor, tudo muda. Somos filhos de um Pai que nos ama e nunca nos abandona”: foi com estas duas breves frases que Bento XVI sintetizou esta semana o conteúdo da sua catequese da audiência geral, no tweet enviado, em oito línguas, aos dois milhões e 360 mil seguidores até agora registados. 
Destes, a maior parte são de língua inglesa (1 milhão e 370 mil), seguidos pelos de língua espanhola (542 mil) e pelos italianos (242 mil). Logo a seguir, a língua portuguesa, com 63.498 “seguidores” registados até quarta-feira ao meio-dia. Vêm depois as pessoas de língua francesa (54 mil), alemã (44 mil), polaca (25 mil) e finalmente árabe (17 mil). Em breve, a conta Tweet do Papa @pontifex incluirá também, como língua de opção, o chinês.
O primeiro tweet de 2013, enviado pelo Papa, invocava sobre todos a bênção de Deus: “O Senhor vos abençoe e vos proteja no novo ano”.

Entretanto o Vaticano divulgou os números relativos à participação pública nas audiências e celebrações presididas pelo Papa no ano passado. Em 2012, mais de dois milhões de pessoas estiveram em encontros com Bento XVI. As estimativas – calculadas pelos pedidos de entradas – indicam que um total de 2.351.200 fiéis participaram dos eventos públicos papais: 447 mil em 43 audiências gerais das 4as feiras; 146.800 em audiências particulares de grupo; 501 mil nas diversas celebrações litúrgicas presididas por Bento XVI; e cerca 1.256.000 nos encontros dominicais do Angelus na Praça São Pedro ou em Castel Gandolfo. 
Somando os números de todo o pontificado, desde abril de 2005 até hoje, 20.544.970 peregrinos estiveram em encontros com Bento XVI no Vaticano ou na residência de verão. 
O acontecimento que teve a maior participação de fiéis foi a beatificação de João Paulo II, a 1 de maio de 2011. 
 Fonte:http://pt.radiovaticana.va/Articolo.asp?c=652770

Centralidade de Maria no mistério da incarnação: Papa, na audiência geral

Ouça as palavras pronunciadas pelo Santo Padre em português: RealAudioMP3 
Primeira audiência geral de 2013: Bento XVI encontrou-se na manhã desta quarta-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com fiéis e peregrinos provenientes de variadas partes do mundo. O Santo Padre dedicou a catequese ao mistério que celebramos neste tempo de Natal: o Filho de Deus, que por obra do Espírito Santo, se encarnou no seio da Virgem Maria. Discorrendo sobre o mistério da encarnação do Verbo, o Papa sublinhou a centralidade de Maria, que "pertence de modo irrenunciável à nossa fé no Deus que age, que entra na história".
O Pontífice evocou a pergunta colocada a Jesus por Pilatos: "De onde vens?" – observando: "Nos quatro Evangelhos emerge com clareza a resposta à pergunta "de onde" vem Jesus: a sua verdadeira origem é o Pai; Ele provém totalmente d'Ele, mas num modo diferente de qualquer profeta ou enviado por Deus que o precedeu."
Bento XVI recordou também a passagem do Credo em que proclamamos que Jesus "foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria". Sem Maria – observou - a entrada de Deus na história da humanidade não teria alcançado o seu fim e não teria tido lugar aquilo que é central em nossa Profissão de fé: Deus é um Deus connosco. Assim, frisou o Pontífice, "Maria pertence de modo irrenunciável à nossa fé no Deus que age, que entra na história. Ela coloca à disposição toda a sua pessoa, <> tornar-se lugar da habitação de Deus".
"Por vezes, também no caminho e na vida de fé podemos perceber a nossa pobreza, a nossa inadequação diante do testemunho que devemos oferecer ao mundo. Mas Deus escolheu justamente uma humilde mulher, num vilarejo desconhecido, numa das províncias mais distantes do grande império romano."
"Mesmo no meio das dificuldades mais árduas a serem enfrentadas, devemos sempre ter confiança em Deus, renovando a fé na sua presença e ação na nossa história, como na de Maria. Nada é impossível a Deus! Com Ele a nossa existência caminha sempre num terreno seguro e está aberta a um futuro de firme esperança."
"Somente se nos abrirmos à ação de Deus, como Maria, somente se confiarmos a nossa vida ao Senhor como a um amigo de quem confiamos totalmente, tudo muda, a nossa vida adquire um novo sentido e um novo rosto: o rosto de filhos de um Pai que nos ama e jamais nos abandona", observou o Pontífice.
Mas vejamos as palavras com que Bento XVI resumiu em português a sua catequese:

Queridos irmãos e irmãs,
Este tempo de Natal dá resposta a um mistério grande e impressionante que se esconde no Menino de Belém: Como pode um ser assim frágil e pequenino ter trazido ao mundo uma novidade tão radical, que mudou o rumo da história? – Pode, porque é o Filho de Deus feito homem: «Nascido do Pai antes de todos os séculos, (…) encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria». N’Ela acontece uma nova criação: com a encarnação de Jesus, o Espírito divino cria um novo início da humanidade. Acreditamos que nada é impossível a Deus! A fé dá vida a uma novidade tão forte, que produz um segundo nascimento. De facto, no início do nosso ser de cristãos, está o Baptismo que nos faz renascer como filhos de Deus. Mas, só abrindo-nos à acção de Deus como Maria, só entregando a nossa vida ao Senhor como a um Amigo de quem nos podemos fiar, é que tudo muda, a nossa vida ganha uma nova grandeza: a de filhos do Pai do Céu, que nos ama e nunca nos abandona.
A minha saudação amiga para todos os peregrinos de língua portuguesa, desejando que a luz do Salvador divino resplandeça intensamente nos vossos corações, para serdes semeadores de esperança e construtores de paz nas vossas famílias e comunidades. Com estes votos de um Ano Novo sereno e feliz para todos, de coração vos abençoo.
 Fonte:http://pt.radiovaticana.va/Articolo.asp?c=652187