quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)

Fr. José André Soares, OFMcap.

O ministro provincial da Província dos Frades Capuchinhos do Nordeste do Brasil, tendo sido reeleito em dezembro passado, com o objetivo de fazer algumas mudanças na referida província, decidiu transferir alguns frades, dentre eles Fr. Helio Jr., administrador desta paróquia para a Paroquia coração Eucarístico de Jesus em Caruaru PE e Fr. José Aureliano, vigário desta Paroquia, para a Paroquia de São Sebastião em Ouricuri-PE. Para ADMINISTRADOR PAROQUIAL DESTA PAROQUIA nomeou o FREI JOSÉ ANDRÉ SOARES que exercia a função de vigário na paróquia de Nossa Senhora do Rosário no Pina, Recife-PE.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Para Refletir


O Papa no Angelus - Nunca mais o horror do holocausto e superem-se todas as formas de ódio e racismo

Neste dia da Memória, em recordação do Holocausto das vítimas do nazismo. Foi com um apelo a não esquecer essa tragédia que atingiu duramente o povo hebreu que o Papa deu início às suas palavras no Angelus. Nessa ocasião o Papa disse que o Holocausto deve representar para todos uma advertência constante a fim de que não se repitam os horrores do passado e se ultrapasse todas as formas de ódio e racismo e se promovam o respeito e a dignidade da pessoa humana.«««««»»»»»Neste domingo 27 de Janeiro, Dia Mundial dos Leprosos, o Papa exprimiu, depois da oração do Angelus na Praça de São Pedro, a sua proximidade em relação às pessoas que sofrem deste mal e encorajou os investigadores, agentes da saúde e os voluntários, de modo particular os que fazem parte da organização católica “Associação Amigos de Raoul Follereau”. O Papa invocou para todos o apoio de São Damião de Veuster e de Santa Mariana Cope, que deram a vida pelos doentes de lepra.
“… che hanno dato l avita per i malati di lebbra” 
Bento XVI recordou também a Jornada especial de Intercepção pela Paz na Terra Santa, que ocorre neste domingo, agradecendo todos quantos a promovem em muitas partes do mundo, e saudou de modo particular os que estavam presentes na Praça… 
Outro momento especial do encontro do Papa com os fiéis neste domingo foi a saudação especial que dirigiu às crianças e jovens da Acção Católica de Roma, dois dos quais estavam ao lado dele, juntamente com os seus responsáveis diocesanos. 
Caros jovens, a vossa “Caravana de Paz” é um belo testemunho!” – disse-lhes, exprimindo o desejo de que seja também sinal de empenho quotidiano pela construção da paz onde quer que se encontrem. Depois os jovens dirigiram-se ao Santo Padre dizendo-lhe que querem gritar bem alto a necessidade de paz que há no mundo. E afirmaram que é necessária justiça e compreensão, por isso, trouxeram as suas pequenas renúncias para entregá-las a um grupo de rapazes e raparigas egipcios que com a ajuda da comunidade jesuíta de Alexandria criaram uma pequena companhia teatral. Assim, os meninos e meninas que viviam nas ruas da cidade de Alexandria passaram a ser, através deste projecto, protagonistas do seu futuro.

E o encontro que começara com as reflexões do Santo Padre sobre as leituras bíblicas deste domingo, concluiu-se com a libertação de algumas pombas, símbolo do Espírito de Deus, que disse Bento XVI, doa a paz a quantos acolhem o seu amor…. 
“… a quanti accolgono il suo amore” 
Amor que somos chamados a manifestar também através da santificação do domingo como Dia do Senhor, disse o Papa ainda antes da reza das Ave Marias. Inspirando-se na liturgia deste domingo, em que São Lucas, nos fala de um certo Teófilo, nome que significa “amigo de Deus”, Bento XVI disse que podemos ver nele o crente que se aproxima de Deus e quer conhecer o Evangelho. 
Bento XVI comentou depois uma outra passagem do Evangelho deste domingo que apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré a participar, juntamente com os seus concidadãos, na oração, na escuta das Escrituras (texto do Torah ou dos Profetas) seguidas de comentário. Aconteceu que naquele dia o texto referia-se a Ele. No fim Jesus comentou: “Hoje realizou-se esta escritura que vocês acabaram de ouvir” . 
Este hoje – continuou Bento XVI citando São Cirilo de Alexandria, posto entre a primeira e a última vinda de Cristo, está ligada à capacidade do crente de ouvir e rever a própria vida. Mas o Papa foi ainda mais além, afirmando que “em sentido mais radical, é o próprio Jesus o “hoje” da salvação na história porque leva à concretização a plenitude da redenção”. E prosseguiu
Caros amigos esta passagem interpela “hoje” também a nós. Antes de mais faz-nos pensar no nosso modo de viver o domingo: dia de repouso e da família, mas antes ainda dia que deve ser dedicado ao Senhor, participando na Eucaristia, na qual nos nutrimos do Corpo e Sangue de Cristo e da sua Palavra de vida”. 
O evangelho deste domingo convida-nos ainda – afirmou o Papa – a interrogar-nos sobre a nossa capacidade de escuta. 
Antes de poder falar de Deus e com Deus, é preciso escutá-lo, e a liturgia da Igreja é a “escola” desta escuta do Senhor que nos fala”. 
A liturgia de hoje recorda-nos ainda – frisou o Papa – que qualquer momento pode tornar-se num “hoje” propício para a nossa conversão, porque a salvação é história que continua para a Igreja e para cada discípulo de Cristo. Este – concluiu Bento XVI – é o sentido cristão do “carpe diem” ou seja acolhe o “hoje” em que Deus te chama para te dar a salvação!
 Fonte: radio vaticano

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

São esperados 400 jovens portugueses na JMJ do Rio - o depoimento do Padre Eduardo Novo da Pastoral Juvenil

 Portugal poderá levar este ano cerca de 400 jovens à Jornada Mundial da Juventude que vai decorrer no Rio de Janeiro de 23 e 28 de Julho. Esta é a expectativa do director do departamento nacional da pastoral juvenil que garante desde já a inscrição de quase uma centena de jovens, metade dos quais da diocese de Lisboa.

Na contagem decrescente para este grande evento da igreja católica que culminará com a participação do Papa, a hora é de preparação dos jovens a começar por aspectos práticos que têm a ver com os elevados custos desta viagem que poderão chegar aos 1500 euros.

Alertas do padre Eduardo Novo em entrevista ao nosso correspondente em Portugal Domingos Pinto onde começa por destacar as iniciativas que estão a marcar esta preparação para a jornada Mundial da Juventude…

"Os olhos da fé são capazes de ver o invisível" - o Papa Bento XVI na Audiência Geral

Esta manhã o Santo Padre recebeu os peregrinos em Audiência Geral na Sala Paolo VI. Ouça aqui a sua síntese da catequese e a saudação em língua portuguesa: RealAudioMP3 


Na Sala Paolo VI o Papa recebeu esta manhã milhares de peregrinos em Audiência Geral. Como habitualmente dedica os primeiros minutos da audiência para propôr uma catequese. Hoje deu início a um ciclo de catequeses sobre o Credo. Desde logo pelo príncipio:

O Credo começa assim: "Eu acredito em Deus..." É uma afirmação fundamental, aparentemente simples na sua essencialidade, mas que abre ao infinito mundo da relação com o Senhor e com o seu mistério.

Acreditar em Deus implica adesão a Ele, acolhimento da Sua Palavra e obediência alegre à sua revelação. Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica "a fé é um ato pessoal: é a livre resposta do homem à iniciativa de Deus que se revela". Mas, onde podemos escutar o deus que nos fala? Fundamental é a Sagrada Escritura, onde a Palavra de Deus faz-se audível para nós e alimenta a nossa vida de amigos de Deus. Toda a Bíblia fala da fé e ensina-nos a fé narrando uma história em que Deus leva em frente o seu projeto de redenção. O Santo Padre concretiza estas afirmações:

Muito belo, neste particular, é o capítulo 11 da Carta aos Hebreus onde se fala da fé e se colocam em evidência as grandes figuras bíblicas que a viveram, tornando-se modelo para todos os crentes: A fé é fundamento daquilo que se espera e prova daquilo que não se vê"

Os olhos da fé são capazes de ver o invisível e o coração do crente pode esperar para além de cada esperança, precisamente como Abraão, de quem Paulo diz na Carta aos Romanos "acreditou profundamente na esperança, contra qualquer esperança". A fé conduz Abraão a percorrer um caminho de paradoxo. Ele será abençoado mas sem os sinais visíveis da benção. Abraão, o crente, ensina-nos a fé e é como estrangeiro que nos indica a verdadeira pátria. A fé, assim, faz de nós peregrinos, inseridos no mundo e na história mas em caminho para a pátria celeste. Afirmar "Eu creio em Deus", leva-nos a sair continuamente de nós mesmos, como Abraão, para levar na realidade em que vivemos a certeza que nos vem da fé. O Santo Padre sintetizou a catequese apresentada e saudou os peregrinos presentes em língua portuguesa. 

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje quero começar a reflectir convosco sobre o Credo, a nossa Profissão de Fé, que inicia com estas palavras: «Creio em Deus»; um Deus, que Se revela e fala aos homens, convidando-os a entrar em comunhão com Ele. Assim no-lo mostra a Bíblia na vida de muitas pessoas. Uma delas é Abraão, chamado «o pai de todos os crentes». A fé leva-o a percorrer um caminho paradoxal, pois será abençoado, mas sem os sinais visíveis da bênção. Abraão, na fé, sabe discernir a bênção divina para além das aparências, confiando na presença do Senhor mesmo quando os seus caminhos são misteriosos. Os olhos da fé são capazes de ver o invisível. Também nós, quando dizemos «Creio em Deus», afirmamos como Abraão: «Entrego-Me nas vossas mãos! Entrego-me a Vós, Senhor!», para fundar em Vós a minha vida e deixar que a vossa Palavra a oriente nas opções concretas de cada dia.

Amados peregrinos por rotas e caminhos diversos, mas hoje com paragem comum neste Encontro com o Papa que vos dá as boas-vindas e saúda, especialmente à tripulação da fragata «Liberal» do Brasil e à delegação de várias entidades eclesiais e civis comprometidas na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e guiadas pelo Arcebispo local, Dom Orani. Só de mãos dadas, podereis realizar a travessia… Agradecido pela visita, dou-vos a minha Bênção, extensiva às vossas famílias. Esta manhã o Santo Padre recebeu os peregrinos em Audiência Geral na Sala Paolo VI. Ouça aqui a sua síntese da catequese e a saudação em língua portuguesa: RealAudioMP3 


Na Sala Paolo VI o Papa recebeu esta manhã milhares de peregrinos em Audiência Geral. Como habitualmente dedica os primeiros minutos da audiência para propôr uma catequese. Hoje deu início a um ciclo de catequeses sobre o Credo. Desde logo pelo príncipio:

O Credo começa assim: "Eu acredito em Deus..." É uma afirmação fundamental, aparentemente simples na sua essencialidade, mas que abre ao infinito mundo da relação com o Senhor e com o seu mistério.

Acreditar em Deus implica adesão a Ele, acolhimento da Sua Palavra e obediência alegre à sua revelação. Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica "a fé é um ato pessoal: é a livre resposta do homem à iniciativa de Deus que se revela". Mas, onde podemos escutar o deus que nos fala? Fundamental é a Sagrada Escritura, onde a Palavra de Deus faz-se audível para nós e alimenta a nossa vida de amigos de Deus. Toda a Bíblia fala da fé e ensina-nos a fé narrando uma história em que Deus leva em frente o seu projeto de redenção. O Santo Padre concretiza estas afirmações:

Muito belo, neste particular, é o capítulo 11 da Carta aos Hebreus onde se fala da fé e se colocam em evidência as grandes figuras bíblicas que a viveram, tornando-se modelo para todos os crentes: A fé é fundamento daquilo que se espera e prova daquilo que não se vê"

Os olhos da fé são capazes de ver o invisível e o coração do crente pode esperar para além de cada esperança, precisamente como Abraão, de quem Paulo diz na Carta aos Romanos "acreditou profundamente na esperança, contra qualquer esperança". A fé conduz Abraão a percorrer um caminho de paradoxo. Ele será abençoado mas sem os sinais visíveis da benção. Abraão, o crente, ensina-nos a fé e é como estrangeiro que nos indica a verdadeira pátria. A fé, assim, faz de nós peregrinos, inseridos no mundo e na história mas em caminho para a pátria celeste. Afirmar "Eu creio em Deus", leva-nos a sair continuamente de nós mesmos, como Abraão, para levar na realidade em que vivemos a certeza que nos vem da fé. O Santo Padre sintetizou a catequese apresentada e saudou os peregrinos presentes em língua portuguesa. 

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje quero começar a reflectir convosco sobre o Credo, a nossa Profissão de Fé, que inicia com estas palavras: «Creio em Deus»; um Deus, que Se revela e fala aos homens, convidando-os a entrar em comunhão com Ele. Assim no-lo mostra a Bíblia na vida de muitas pessoas. Uma delas é Abraão, chamado «o pai de todos os crentes». A fé leva-o a percorrer um caminho paradoxal, pois será abençoado, mas sem os sinais visíveis da bênção. Abraão, na fé, sabe discernir a bênção divina para além das aparências, confiando na presença do Senhor mesmo quando os seus caminhos são misteriosos. Os olhos da fé são capazes de ver o invisível. Também nós, quando dizemos «Creio em Deus», afirmamos como Abraão: «Entrego-Me nas vossas mãos! Entrego-me a Vós, Senhor!», para fundar em Vós a minha vida e deixar que a vossa Palavra a oriente nas opções concretas de cada dia.

Amados peregrinos por rotas e caminhos diversos, mas hoje com paragem comum neste Encontro com o Papa que vos dá as boas-vindas e saúda, especialmente à tripulação da fragata «Liberal» do Brasil e à delegação de várias entidades eclesiais e civis comprometidas na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e guiadas pelo Arcebispo local, Dom Orani. Só de mãos dadas, podereis realizar a travessia… Agradecido pela visita, dou-vos a minha Bênção, extensiva às vossas famílias. 

 fonte: radio vaticano


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Hoje, festa de Santa Inês, seguindo a tradição, Papa Bento XVI benzeu dois cordeiros, cuja lã servirá para confecionar os "pálios" a conferir aos novos arcebispos

A Igreja celebra hoje, 21 de janeiro, a memória litúrgica de Santa Inês. Conforme uma antiga tradição, foram apresentados ao Santo Padre, nesta manhã, os cordeiros cuja lã servirá para confeccionar os “pálios” - a fita que o Papa entregará na festa de São Pedro e São Paulo (29 de junho) aos novos arcebispos metropolitas como insígnia da sua responsabilidade. Os cordeiros, que Bento XVI benzeu, na audiência que teve lugar ao fim da manhã, são o símbolo do martírio de Santa Inês.
Também esta manhã, Bento XVI recebeu em audiências sucessivas, o cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Génova, presidente da Conferência Episcopal Italiana, e quatro bispos da Calábria (região do Sudeste da Itália). 
 fonte: radio vatican