sábado, 9 de março de 2013

Igreja escolhe Papa com predecessor vivo pela 10ª vez na história


O conclave que se inicia na terça-feira vai ser a décima ocasião na história da Igreja Católica em que os cardeais escolhem um novo Papa com o seu predecessor ainda vivo.

O início da Sé Vacante - período entre a morte/renúncia do Papa e a escolha de um sucessor - nos mais de 260 pontificados tem sido geralmente motivado pelo falecimento do bispo de Roma: a resignação de Bento XVI, que entrou em vigor no último dia 28, é um acontecimento sem paralelo nos últimos séculos.

Cronologia:

235: Ponciano, condenado a trabalhar em minas, na Sardenha, abdica do pontificado.
537: Silvério, obrigado a renunciar por Belisário, general bizantino, é exilado para a Ásia Menor.
649: São Martinho I, eleito em 5 de julho, foi exilado após julgamento em Constantinopla, e obrigado a abdicar.
963: João XII, deposto.
964: Bento V, deposto.
1009: João XVIII, resigna, mas desconhecem-se os contornos históricos da decisão.
1044: Bento IX renunciou voluntariamente ao pontificado, mas voltou a ser Papa noutras duas ocasiões.
1294: Celestino V, levou a cabo uma "investigação jurídica" sobre a possibilidade de renúncia do Papa, antes de apresentar a resignação, cinco meses após a sua eleição.
1415: Gregório XII, no Concílio de Constança (Alemanha), apresenta a renúncia e abre caminho à eleição de Martinho V para eliminar divisão entre católicos que obedeciam ao Papa de Roma e ao 'antipapa' de Avinhão, fomentada por questões políticas.
2013: Bento XVI renuncia devido à sua idade avançada, pelo "bem da Igreja". O pontificado concluiu-se a 28 de fevereiro.

Fonte: Agência Ecclesia

A eleição do novo Papa na visão do cardeal Geraldo Majella


Como acontece a eleição de um Papa? Quantas reuniões são necessárias para que se escolha o novo Pontífice? Essas são algumas das muitas perguntas recorrentes nesses dias em que a Igreja se prepara para saber quem será o novo sucessor de Pedro.

O arcebispo emérito de Salvador, cardeal Geraldo Majella Agnelo, é um dos cinco cardeais brasileiros que estão em Roma para o conclave e explica como funcionam as votações. "A primeira votação é quase uma sondagem. Na segunda, já se começa a definir quais serão as possibilidades e até na terceira já pode acontecer de dois terços dos cardeais escolherem o Papa".

O cardeal conta que não se recorda de algum Papa que tenha sido eleito logo na primeira votação, a não ser no passado, em que eram poucos os eleitores. Para dom Majella, critérios como saúde, experiência e o modo de proceder devem ser levados em conta no momento da votação. "O Papa não vai ser eleito porque fez 'campanha', ele realmente é apontado pelos cardeias".

O arcebispo emérito de Salvador é um dos 115 cardeais que podem ser eleitos Papa, mas diante da pergunta "o senhor se vê como Papa?", a resposta do cardeal é rápida: "não". "Eu tenho a idade que tenho, já vou fazer oitenta anos esse ano, o peso dos anos já se faz sentir", justifica.

Dom Majella recorda que por 400 anos antes da eleição de João Paulo II (polonês) e Bento XVI (alemão) somente Papas italianos eram eleitos. Neste conclave, defende que há a possibilidade de ser eleito um Papa não europeu, mas explica que isso não acontece para satisfazer essa ou aquela nacionalidade ou grupo. "Possibilidade tem, mas não necessariamente é assim: 'Ah! Agora vamos eleger um Papa latino-americano, um Papa africano'. Se vier, pode acontecer, mas não para satisfazer, não é por aí".

Para o cardeal, os desafios do novo Pontífice serão aqueles próprios da época atual, em que as pessoas são levadas a viver de maneira subjetiva. "A questão da fé é um ato de cada pessoa, mas se ela aceita Jesus Cristo como Salvador, não vai dizer agora como deve ser a Igreja, isso não pode existir de modo algum", explica.

Em questões como o aborto e o divórcio, por exemplo, dom Majella destaca que não se deve esperar que a postura do Papa mude. "O que nós recebemos de Cristo ninguém pode modificar", e isso não significa que o Papa não é atual, defende.

Fonte: Canção Nova Notícias

quinta-feira, 7 de março de 2013

As expectativas do Presidente da CNBB, Conferência dos Bispos do Brasil quanto ao sucessor de Bento XVI (Domingos Pinto)

A partir de Lisboa, o nosso correspondente interpelou um dos cardeais eleitores, D.Raymundo Damasceno Assis, Presidente da CNBB, a Conferência Nacional dos bispos do Brasil. 
O arcebispo de Aparecida diz que não está preocupado com a proveniência do próximo papa, mas admite que se for brasileiro será uma grande festa para o seu país. 
Em entrevista ao nosso correspondente em Portugal Domingos Pinto, este cardeal, que conta já com 76 anos de idade, traça já o perfil do papa que os latino-americanos mais gostariam de ver ao lema da igreja católica, um papa atento à pobreza, à ecologia, à família e à juventude no continente que mais católicos têm no mundo…. 
  Fonte: Radio Vaticano

Continuam encontros dos Cardeais. Ainda por marcar data do Conclave. Prosseguem as obras na Capela Sistina

Reunido de novo, nesta quinta-feira, 7 de março, o Colégio dos Cardeais, com a participação de 114 dos 115 Cardeais eleitores que na próxima semana deverão eleger o sucessor de Bento XVI. Dos eleitores, de registar, esta manhã, a chegada do cardeal arcebispo de Varsóvia. Falta portanto um só cardeal, do Vietname, que está para chegar. O encontro desta manhã constituiu a quinta “conferência geral”. Não foi ainda decidida a data para o início do Conclave.

Intervieram 16 cardeais, a começar pelos três responsáveis da administração económica e financeira do Vaticano, de acordo com o regulamento da Sé Vacante, que prevê uma informação detalhada sobre a situação financeira da Santa Sé.
Em nome do Colégio Cardinalício, o cardeal decano enviou às autoridades da Venezuela um telegrama de condolências pela morte do presidente Hugo Chaves, texto lido na congregação geral.

De tarde, às 17, nova reunião, a sexta, sempre em preparação do Conclave, porventura já com a presença do arcebispo vietnamita e portanto com a totalidade dos 115 Cardeais eleitores.
 Fonte: Radio vaticano

quarta-feira, 6 de março de 2013

Missa de Posse de Frei André

A Missa de Posse foi presidida por Pe. Ivanoff (Administrador Diocesano – Diocese Vacante) e concelebrada pelo frei Heleno. A celebração contou ainda com a presença do Diácono Permanente de nossa Paróquia, Acólitos, Coroinhas, Ministros da Eucaristia, além de Autoridades Civis do Município e do povo de Deus vindos em sua grande parte da cidade e das comunidades rurais.
CONFIRA AS FOTOS:





































domingo, 3 de março de 2013

"Despedida na Esperança"- Editorial do Padre Federico Lombardi

Os últimos dois dias do Pontificado de Bento XVI permanecerão certamente gravados na memória de inumeráveis pessoas e marcarão uma etapa importante, nova e sem precedentes, na história da Igreja peregrina. Para muitos, foi quase uma descoberta da humanidade e da espiritualidade do Papa, para outros uma confirmação da sua humilde e ao mesmo tempo altíssima vida na fé.
Se o Papa Wojtyla tinha dado com coragem admirável diante dos olhos do mundo o seu testemunho de fé no sofrimento da doença, o Papa Ratzinger com não menos coragem deu-nos o testemunho da aceitação diante de Deus das limitações da velhice e do discernimento no exercício da responsabilidade que Deus lhe tinha confiado. Ambos nos ensinaram, não apenas com o magistério, mas também, e talvez até mais eficazmente, com a vida, o que significa procurar e encontrar cada dia a vontade de Deus para nós e para o nosso serviço, mesmo nas situações mais cruciais da existência humana.

Como ele próprio nos disse de forma muito eficaz, a renúncia do Papa não é, de maneira nenhuma um abandono, nem da missão recebida, e menos ainda dos fiéis. É um continuar a confiar a Deus a Sua Igreja, na firme esperança de que Ele continuará a guiá-la. Com humildade e serenidade Bento XVI afirma ter "tentado fazer" todo o possível para servir bem a Igreja, uma Igreja que não é sua, mas de Deus, e que pela contínua obra do Espírito "vive, cresce e desperta nas almas".
Neste sentido, o legado do Papa Bento é hoje um convite à oração e responsabilidade para todos. Antes de tudo, naturalmente, para os Cardeais, a quem cabe o dever da eleição do Sucessor, mas também, e não menos para toda a Igreja, que deve acompanhar na oração o discernimento dos eleitores e deverá acompanhar o novo Papa na tarefa de anunciar eficazmente o Evangelho "para o bem da Igreja e da humanidade", e guiar a comunidade a uma fidelidade cada vez maior ao próprio Evangelho de Cristo. Porque isto nenhum Papa pode fazê-lo sozinho. Fá-lo-emos, portanto, também nós com ele, e o "Papa Emérito" continuará a acompanhar-nos "trabalhando" para isto - são as suas últimas palavras públicas - "com seu coração, o seu amor, com a sua oração, com a sua reflexão ". Obrigado, Papa Bento.